Estes são os 10 álbuns ao vivo que considero os melhores, sendo que o principal factor de escolha foi a influência que impôs no meu gosto musical além de terem sido marcos na história musical em geral. Há muitos outros que ficaram omissos (e não faltarão por aí opiniões diferentes), alguns dos quais certamente com melhor qualidade de gravação/produção inclusive dos mesmos protagonistas, mas para já são estes que "ganham".
Após os meus anos de teenager tive a oportunidade de ouvir outros com este mesmo rótulo: The Who - Live at Leeds; Thin Lizzy - Live and Dangerous; The Allman Brothers - At Fillmore East; Kiss - Alive; Nirvana - MTV Unplugged in New York; Jimi Hendrix - Band of Gypses; Jethro Tull - Bursting Out; The Eagles - Hell Freezes Over; Pink Floyd - Pulse; Sting - Bring On the Night e tantos mais...
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10. Queen - Live at Wembley
Artistas: Queen
Lançamento: Dezembro 1990
Com o tremendo espectáculo dos Queen no Live Aid em 85 e antes da pandemia do sub-género Unplugged, álbum ao vivo tinha de ser em grande - o antigo Wembley atestado para um concerto memorável. Os Queen têm também editado o Live Killers que também é excelente (e aconselho a sua audição) mas acabei por ouvir primeiro este apesar de cronologicamente estarem trocados, a culpa foi dos meus amigos fãs dos Queen (estava agora a lembrar-me do teledisco do One Vision com o cartoons visíveis na capa).
9. Simon and Garfunkel - The Concert in Central Park
Artistas: Simon and Garfunkel
Lançamento: 16 Fevereiro 1982
Depois de se separarem Paul e Art reuniram-se em 1981 num concerto para um público de 750,000 pessoas. Sempre que os oiço lembro-me sempre dos "trovadores" dos 70s (onde se incluem o Bob Dylan, Joan Baez, etc.), que nos provaram que se pode fazer música memorável apenas com a voz e um instrumento. Bridge Over Trouble Water, Mr.Robison e The Sounds of Silence são exemplos disso mesmo.
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Artistas: Ozzy Osborne/Randy Rhodes
Concerto: 1981
Um dos meus colegas das aulas de guitarra gravou-me numa cassete este álbum, e assim passei a conhecer estes sons do Ozzy e do seu guitarrista Randy Rhoads falecido num acidente de avião em 82 e para o qual o tributo se destina. Este “Tribute” contém uma excelente energia, com o famoso Crazy Train e Mr.Crowley entre outras músicas do tempo dos Sabbath. Sim, na época o Ozzy não parecia um avozinho com princípios Alzheimer como transpareceu no Reality Show homónimo. Basta referir que esta foi uma das cassetes que rodou mais no meu gravador do Spectrum (a propósito o que é feito da BASF?).

Nome: Live After Dead
Artistas: Iron Maiden
Lançamento: 14 Outubro 1985
Quando tinha uns 15 anos tinha um grupo de amigos metaleiros. Metallica, Megadeath, Helloween, Anthrax e os Iron Maiden faziam parte desses tempos. Este Live After Dead foi um dos álbuns que uma amiga tinha em casa (e miúdas que gostassem de metal era mesmo raro pois ainda não existiam os Evanescence e outros do mesmo género). Os Maiden têm outros álbuns com mais qualidade sonora como o Live in Rio ou o mais recente Fear of the Dark por exemplo, mas este ambiente criado e o alinhamento deste álbum nunca foi mais conseguido. A ideia de começarem o espéctaculo com o discurso do W. Churchill foi excelente, depois daquele "...and we will never surrender" foi só a malhar.

Nome: Unplugged
Artista: Eric Clapton
Concerto: 16 Janeiro 1992
Lançamento: 25 Agosto 1992
Foi este o produto da moda do momento em quem não fosse gravar um unplugged não era ninguém. Este género foi lançado num programa da MTV que verdade se diga, das centenas que se fizeram só meia dúzia é que se aproveitaram. Um conhecido arranjou-me as tablaturas deste álbum, e assim pude tocar todas as músicas incluíndo os solos. A alimentar o vício tinha outros amigos com os quais chegámos a fazer uma covers. O vício era tanto que sempre que me prupunha a tocar qualquer coisita quem me conhecia lá vociferava “Eric Clapton é que não se faxavor".

Nome: Alchemy
Artista: Dire Straits
Concerto: Julho 1983
Lançamento: Março 1984
Esta foi mais uma das prendas do meu irmão que eu usufrui (mais um vinil duplo). Ele era um grande fã dos Dire Straits e eu nem por isso, mas com o tempo fui aprendendo a apreciar, tanto que hoje compro alguns dos álbuns a solo do Mark Knopfler. Este Alchemy contém uma compilação do som prévio ao mega sucesso "Brothers in Arms" e associo-o sempre àquela versão do Private Investigations.
4. Peter Frampton - Frampton Comes Alive!
Nome: Frampton Comes Alive!Artista:Peter Frampton
Lançamento: 6 Janeiro 1976
O meu irmão recebeu nos anos este vinil, e o pessoal fartou-se de lhe dar uso. Umas músicas muito boas e com aquela parte de “pôr a guitarra a falar”. A propósito desta particularidade que mais parece o timbre Stephen Hawkin , trata-se de uma Talking Box que não é mais que um efeito. Baby, I Love Your Way e a versão de 14 minutos do Do You Feel Like We Do?, no tempo em que se podia fazer músicas mais longas.
3. Marillion - La Gazza Ladra
Nome: La Gazza LadraArtistas: Marillion
Concertos: 1984, 1986, 1987
Lançamento: Novembro 1988
Por influência dum amigo meu que adorava os Genesis (e destes seus seguidores), conheci os Marillion (que devem o seu nome ao Simarillion do Tolkien), também à conta da tal música Kayleigh que se fartava de passar na rádio e TV. Comprei este vinil duplo e o resultado foi que estes jovens passaram a ser a minha banda favorita por uns tempos (antes da minha fase heavy e grunge). O começo é a famosa abertura La Gazza Ladra de Rossini, fazendo lembrar essa forma genial de ouvir música que são os Promenade Concerts. Há boa maneira progressiva tem um conjunto de fantásticos instrumentistas, que me fez vontade mesmo agora de ir à procura onde meti este...
2. Supertramp - Paris
Artistas: Supertramp
Concerto: 29 Novembro 1979
Lançamento: Setembro 1980
Tinha um amigo que tinha este vinil, e cujo gosto pela sua audição era largamente apreciado no seio do grupo. Músicas como Breakfast in America, The Logical Song e Dreamer naquele piano eléctrico eram um mimo. Mais tarde lançaram o It's Raining Again que foi um hit na era dos clips. Apesar dos aninhos é para mim um som intemporal.
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Nome: Made in JapanArtistas: Deep Purple
Concertos: Agosto 1972
Na casa de um familiar eu e o meu irmão estivemos uma tarde inteira a explorar a sua discografia e no final ele ofereceu-nos o Made in Japan porque tinha dois. Há quem prefira o Made in Europe com o David Coverdale, mas o Ian Guillan e insubstituível naquele diálogo com a guitarra do Ritchie Blackmore e depois há aquele riff do Smoke on the Water que se tornou mundialmente famoso por ser o "primeiro riff que qualquer um consegue tocar na guitarra".



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